
Palavra de Deus – Lc 21, 1-4
Jesus estava no pátio do Templo, olhando o que estava acontecendo, e viu os ricos pondo dinheiro na caixa das ofertas. Viu também uma viúva pobre, que pôs ali duas moedinhas de pouco valor. Então ele disse:
- Eu afirmo a vocês que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver.
Outro dia estava lendo um livro e a autora dizia que a ela parecia muito fácil orar quando estava com dificuldades, quando tinha problemas. E que achava muito difícil se manter em oração quando estava alegre, feliz, tranqüila. A mim, muitas vezes, se passa o contrário. As dificuldades, preocupações, problemas a resolver, ansiedades, me tiram rapidamente da presença de Deus, ou melhor, me impedem de perceber a presença Dele.
Jesus estava no pátio do Templo, olhando o que estava acontecendo, e viu os ricos pondo dinheiro na caixa das ofertas. Viu também uma viúva pobre, que pôs ali duas moedinhas de pouco valor. Então ele disse:
- Eu afirmo a vocês que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver.
Outro dia estava lendo um livro e a autora dizia que a ela parecia muito fácil orar quando estava com dificuldades, quando tinha problemas. E que achava muito difícil se manter em oração quando estava alegre, feliz, tranqüila. A mim, muitas vezes, se passa o contrário. As dificuldades, preocupações, problemas a resolver, ansiedades, me tiram rapidamente da presença de Deus, ou melhor, me impedem de perceber a presença Dele.
Seja qual for a dificuldade para oração, ter muito ou ter pouco, estar feliz ou estar triste, preocupadas(os) ou tranqüilas(os), essa pequena passagem tem muito a nos dizer. No fundo, não ofereço a Deus tudo o que tenho pra viver. Se tudo o que tenho pra viver neste momento são alegrias, conquistas, vitórias, que sejam oferecidas a Deus. Mas se o que tenho pra viver são preocupações, tristezas, dificuldades, que também sejam oferecidas a Deus.
Nesta oração poderíamos fazer uma composição da passagem, do lugar. Nos imaginar lá, como observadores. Tentar imaginar essa viúva, tentar imaginar a cena, imaginar o que aconteceu antes e depois.
Na minha composição aparecia uma mulher que nem sempre foi viúva. Talvez nem sempre tenha sido pobre. Se deu dois centavos agora é porque deve ter dado mais, quando tinha mais.
Ao imaginar a cena, me comove a delicadeza de Jesus, o carinho com que olha e se refere à viúva. Como acolhe o que ela tem pra dar. E imaginar tudo isso me fazia sentir muito acolhida por Ele. Me fazia perceber que Ele me acolhe a cada momento como estou. Reconhecer o olhar de misericórdia e de Amor de Jesus pela viúva me faz reconhecer o olhar Dele sobre a minha própria vida. Me ajuda a experimentar que Deus não me cobra nada, mas tem sede da minha vida. Tem sede de tudo que tenho pra viver.
Como meditávamos semanas atrás, tudo é tão transitório. Passa tão rápido. Há algumas semanas um tio sofreu uma fratura, jogando peteca. E todos que estávamos presentes pensávamos: como a vida de umas pessoas pode mudar tanto em tão pouco tempo? Os planos para os próximos dois meses (tempo necessário para que ele se restabeleça e possa voltar às suas atividades normais) foram completamente alterados por um acontecimento que durou talvez menos de dois segundos (a queda).
E pensando nessa transitoriedade me sentia agradecida. Que bom que não existem situações ideais para estar com Deus. Que bom que Deus é maior do que tudo que me rodeia. Que bom que a nossa relação com Deus pode acompanhar a dinâmica da vida, a transitoriedade da vida.
Que possamos reconhecer a beleza do momento presente. Seja lá o que for que estivermos vivendo. Porque tudo que vivemos é possibilidade pra Deus se manifestar. O momento presente, com tudo que temos pra viver é a possibilidade real de diálogo com Deus. Tudo mais é ilusório. A situação ideal para orar é ilusória, a situação ideal para amar é ilusória, a situação ideal para partilhar é ilusória. Só o que temos pra viver agora é real!
E nesta oração Deus me fazia lembrar uma passagem que esteve presente a poucas semanas na liturgia.
Rm 8, 35. 38-39
Quem nos afastará do amor de Cristo: tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada? Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem anjos nem potestades, nem presente nem futuro, nem poderes, nem altura nem profundidade, nem criatura alguma nos poderá separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus Senhor nosso.
Que essa oração nos convença de que nada, nem ninguém poderá nunca nos afastar do Amor de Deus. Nem nós mesmos. O desejo de Deus por nossa vida nos ultrapassa.Pollyanna, Famvd

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