RETIRO DE CARNAVAL
TODAS AS MINHAS FONTES ESTÃO EM TI
Sl 87,7
Segundo Dia: O Filho
(Noelia Missionária Verbum Dei)
Deus é o pai que gera. Deus mais do que nos criar, nos gera. Criar é algo externo. Você gera com as entranhas. A mulher gera com o próprio corpo, com o próprio sangue, com a carne. Somos criaturas de Deus geradas. Não somente criadas. Somos feitas com o mais interno de Deus.
O atributo que mais gostamos de Deus é que ele é todo poderoso. Mas o atributo mais profundo de Deus é o Amor. E foi essa marca que ele deixou em nós, não a marca de poder tudo.
Deus é aquele que nos dá nome, nos dá identidade. No Genesis vemos como Deus vai criando e colocando nome, dando identidade às coisas. Deus também nos dá um nome. Uma identidade. E isso nos faz únicos e irrepetíveis, nunca existiu alguém igual antes e nunca vai existir depois.
Quando cheguei ao Brasil fiquei surpresa com tantas pessoas na Praça Sete e fiquei pensando: será mesmo que não há ninguém igual a mim? Únicas digitais? Somos únicos. Isso nos fala de importância. Tudo que é único é importante. Cuidamos pois nunca mais vamos voltar a ver igual.
Deus nos dá direitos. Se pensamos nos direitos humanos eles se fundamentam no fato único de existirmos. Um ser humano nasce e já tem direitos, pelo único fato de existir. Os direitos que Deus nos dá se devem ao único fato de existirmos. Não preciso merecer. O que é merecer? Será que tenho tantas coisas porque mereço? Não. São direitos de filhos e filhas. Direito à vida, direito à felicidade. Direito a louvar, a servir. Não por algo que conquistamos mas por algo que Ele nos deu de graça. Que possamos saborear essa experiência, o bom que é existir como filhos e filhas de Deus. Louvar a Deus por isso.
Nem no erro do ser humano Deus o abandonou. E isso é escandaloso. Enviar o próprio filho é um escândalo ainda maior. A história da salvação parece que dá um pulo. O ser humano é desobediente e Deus manda os profetas, João Batista. E de repente dá um pulo, vem Ele mesmo, manda o filho. Seguindo a lógica do amor.
Que nessa manhã possamos meditar esse milagre: Deus nos ama ilogicamente, incalculavelmente. Jesus é algo inusitado, ilógico, inaugura um novo tempo na historia de salvação. Ele mesmo que veio a nós. Deus tem a historia em si. Se revelou na linguagem humana, numa linguagem que nós podemos entender.
Jo 1, 16-18
Desde sempre Deus amou o povo, mandou profetas, deu a lei, mas a plenitude da fidelidade é realizada em Cristo. Antes se cumpria a lei, agora Deus nos convida em Cristo a viver.
Nós cristãos temos um intérprete do antigo testamento. Ele interpreta a lei e as escrituras para nós. Uma nova lei não feita de pedras, mas de carne. Jesus é aquele que interpreta pra nós as escrituras. Deixar que ele interprete. Que ele nos revele plenamente quem é Deus, quem é o Pai. Por isso, nos centrar nos capítulos do evangelho de hoje, o sermão da montanha.
Mt 5 -6
Jesus sobe ao monte e proclama as bem-aventuranças. Sobe ao monte para dar a nova interpretação para a lei. Faz uma nova interpretação. Jesus não quer que a gente cumpra servilmente, mas que entenda a lógica do Pai.
Se a nossa justiça não for um pouco mais do que cumprir a lei, não entramos no Reino. Não porque Deus castiga, mas porque não vamos entender. Sem entender fico como o filho mais velho da parábola do filho pródigo.
Ir descobrindo quem é o Deus de Jesus, o rosto do pai de Jesus. Em vários momentos ele fala do Pai. Diz uma frase que estamos acostumados a ouvir mas que nos choca, Deus faz surgir o sol sobre maus e bons. Como Deus faz bem aos bons e aos maus?
No Uruguai houve uma grande seca no ano passado e tudo se perdeu, dos ricos e dos pobres. E meu pai disse: agora estamos todos iguais!
Não interessa pra Deus se fazemos ou deixamos de fazer. A nossa bondade não compra o amor de Deus. Que justiça é essa? Qual é a justiça de Deus?
“Teu pai que vê o escondido te pagará”. Não interessa o fato externo, mas a intenção com que a gente faz, é aí que Deus vê. Jesus vem resgatar o interior do ser humano.
Confiar em que Deus sabe realmente do que temos necessidade. Pedimos para nos fazer conscientes do que precisamos e pra perceber que vivemos de graça, não só do nosso esforço. Às vezes pensamos que sabemos mais da nossa necessidade do que Deus. Às vezes achamos que Deus é o gênio da lâmpada mágica.
Jesus quer nos fazer entrar em outra lógica. Não entrar em relacionamento com Deus pelo que eu preciso dele, ou pelo que ele precisa de mim. Não para que ele esteja a meu serviço ou para que eu esteja a serviço das necessidades dele. Deus não tem necessidades, mas quer contar conosco. Mas não cair na tentação de que eu faço tudo para Deus. Deus quis necessitar, quis me chamar para o seu serviço.
Essa é a relação que Jesus nos ensina, uma relação filial. Quem é realmente o senhor da nossa vida? Em muitas coisas colocamos a culpa em Deus, mas que são problemas que nós mesmos construímos, por servir a outro senhor.
Como no Haiti. Nossa primeira intenção é xingar Deus. Mas tudo é fruto de uma cadeia de injustiça. Um povo que era escravo e foi morar ai, num lugar sem condições para se morar.
Não vale mais a vida que o sustento? Uma pergunta muito atual. Corremos mais atrás do sustento do que da vida. Perceber quais são os valores de Jesus. Quais as prioridades de Deus que Jesus revela.
Me recolocar na condição de criatura. Quem de nós tem domínio sobre a própria vida e sobre a vida dos outros. Despendemos tanta energia nos preocupando por coisas que não dependem da gente... na busca do perfeccionismo perco muita energia. O ideal de Deus para a nossa vida é alto, mas é possível porque leva em conta a nossa condição. Condição de criatura, de fragilidade.
O ideal que temos de nós mesmos e das coisas se choca com a realidade. Mas Deus é maior que tudo isso. Será que não pode se manifestar nessa realidade?
Que Deus desmonte os ideais que temos de nós mesmos, dos filhos, dos maridos, das esposas. O ideal de Deus não é desencarnado.
Deixar que Deus nos fale do pai. Contemplar Jesus vivendo a nova a lei do pai e nos deixar contagiar. O olhar de Cristo é o olhar pessoal para mim. Que esse olhar de Jesus imprima a lei em nós, por dentro.
Pedir a Maria, que deixou que Deus se manifestasse de uma forma tão nova dela. Deixar como ela que Deus revolucione a nossa vida.
(Valentina - Missionária Verbum Dei)
Sentimos realmente vontade ser filhos, cada vez que olhamos pra vida de Jesus. O desânimo desaparece quando aceito o convite de contemplar a vida de Jesus. Imaginar o olhar de Jesus, o olhar que ele tinha o poder de chamar atenção. Que jeito tinha de caminhar, de mexer, que fazia com que percebessem que tinha algo diferente. Jesus tinha uma beleza diferente
Pedir a Deus a grandeza de olhar para o se filho. A tentação mais forte na oração é ficar olhando para o nosso próprio umbigo.
Cc 1, 4, 7-8
Acreditamos que Jesus é o rei e o messias. Mas que tipo de rei? Que tipo de messias? Que possamos fazer dessa passagem as nossas palavras. Que Jesus nos conduza ao jeito dele de ser rei e de ser messias.
Com razão existem tantas pessoas que deram a vida por esse homem que viveu há tantos anos! Será que eram todos loucos? Não. A vida de Jesus é realmente apaixonante. Que Deus nos faça apaixonados por essa vida.
Pedir a Jesus, que não viajemos perdidas atrás de outros pastores. O pastor pede pra seguir as pegadas das ovelhas. Segue as pegadas dos santos da Igreja, dos mártires, dos meus irmãos de comunidade. Siga as marcas desse pastor.
O convite dessa manhã é contemplar a vida de Jesus. Não ficar só pensando e entendendo. A proposta é contemplar Jesus. Fazer uma viagem a Galiléia, onde Jesus morava. Vejamos a poeira, o deserto. Numa época super difícil, como o nosso tempo. Opressões, guerras. Ver Jesus caminhar nas estradas, no meio da poeira, suando, sujando os pés. Imaginemos Jesus, o filho, o bom pastor, naquelas atitudes que faz os outros irmãos se descobrirem filhos também. Jesus não tinha nojo dos excluídos, se aproximava e se deixava aproximar. E essa aproximação trazia a salvação. Jo 17,10
Jo 5, 1-18
E Jesus um dia decide ir para Jerusalém, que estava construída sobre uma montanha. Era uma espécie de fortaleza para proteger a própria cidade. Jesus sobe. Contemplar Jesus subindo e chegando às portas da cidade, das muralhas majestosas, passa as portas, era um dia de festa. Na páscoa, todos os judeus tinham que fazer sacrifícios em Jerusalém. Tinham também estrangeiros que simpatizavam com o judaísmo. Ouvir o barulho, aquele cheiro, que devia ser desagradável. E Jesus está ali no meio, como um deles.
Ap 3, 20 – Eis que estou a porta e chamo, se abrir, cearemos juntos.
Comer juntos naquela cultura é partilhar a vida, partilhar o mais profundo. Jesus está a porta, será que quero que ele se meta na minha vida? Ser cristão é viver uma vida de constante conversão.
Meu avô é pastor. E agora que está idoso é pastor de cabras porque elas são mais inteligentes, voltam à noite sozinhas. Das ovelhas não dá mais conta de cuidar porque precisa muito mais de cuidado. Jesus não fala que é o pastor das cabras, é o pastor das ovelhas!
Imaginar Jesus na porta das ovelhas, imaginar a piscina, os pórticos. Olhar as pessoas que estão ao redor da piscina, uma multidão de enfermos, cegos, coxos, mutilados. Nos coloquemos no meio desse povo. No meio dessa multidão. Não para se auto punir, mas porque essa é a nossa realidade, a gente não é perfeito, somos feridos, erramos, nos afastamos do projeto de Deus, porque é mais fácil confiar no que vemos aqui. É mais fácil confiar em mim e nas minhas forças do que naquilo que não se vê, que para se ver precisa esperança, paciência.
Que o bom pastor nos introduza na sua lógica. Para que vivamos como filhos, não como servos.
Conversei com meu pai há muito tempo e o que o incomoda é que lutou muito tempo para que todos fôssemos iguais. A injustiça sempre o incomodou. Lutou no sindicato, no partido, mas ficou desiludido. Via que os ideais iam se perdendo. Na sua luta, não conseguiu achar respostas. Porque viu as boas intenções se transformarem em corrupção.
Isso nos acontece o tempo todo. Acreditamos num ideal muito bonito mas na hora da verdade, alguma coisa não dá certo. Quando nos dão responsabilidades quero que tudo saia do meu jeito. Ou então acho que o outro é que tem sempre que governar, que mandar, assim não me comprometo.
Qual é a minha doença? Qual á a minha mutilação? Jesus vê o homem que está doente por toda a vida. Esse homem não pede nada pra Jesus. Como nós, temos a salvação do lado mas a buscamos fora.
Jesus interpela o doente: queres ser curado? Claro que diria que sim! Mas se Jesus fez a pergunta, e porque não é tão claro. Você quer mesmo estar bem? Você quer vida? Ser curado, estar bem, não é pra qualquer um! Estar bem significa assumir as minhas responsabilidades. Quero estar em mim mesma, com todas as responsabilidades que isso traz? Queremos vida?
Muitas vezes, a doença psicológica, é o melhor pra pessoa. A doença cria uma estrutura ao redor que faz com que não se exponham a vida.
O contrário da fé não é a duvida ou a falta de Fé. O contrário de Fe é o medo, que nos anula, nos paralisa, nos coloca máscaras.
A doença e a morte no antigo testamento eram o símbolo do pecado. Quando Jesus pergunta ao homem se quer ser curado pergunta se ele quer ser reintegrado na sociedade, se ele quer se livrar do preconceito. A conseqüência da vida cristã é a cruz. Não é fácil assumir as conseqüências das próprias opções.
O homem diz que não tem ninguém.
E isso me lembra a solidão. A solidão de Adão e Eva no paraíso. Acharam que Deus era um mentiroso e isso os separa de Deus e uns dos outros. Muitas vezes vivemos essa solidão. Muitas vezes a raízes de nossas quedas, estão na solidão, porque para não ficarmos sozinhos fazemos de tudo.
Olhar de novo pra Jesus e descobrir que não estamos sozinhos. Esse homem deveria ter alguém que o levava todos os dias para a beira da piscina, parece absurdo que não tenha nunca pedido a ninguém para colocá-lo na piscina. Esse absurdo acontece conosco também. Quantas coisas não se resolveriam com um diálogo. Sofremos muitas vezes porque não falamos.
E Jesus diz: levanta-te. Aprenda a caminhar junto comigo. Cristão é aquele que caminha com a orientação da vida de Jesus. A nossa desintegração vem da separação entre vida e fé. Perguntou pra deus se isso era legal? Muito legal nossos projetos, mas que sentido tem as minhas opções hoje à luz do chamado que Deus me faz?
Jesus encarnou o chamado do Pai. Pedia a Deus para esclarecê-lo com relação a esse chamado. Nas minhas pequenas opções, onde entra deus? Que tipo de profissional preciso ser para seguir a Jesus?
Levanta-te! Não fica esperando que a ferida se sare, caminhe com essa ferida porque Deus te dará forças. Procure caminhos, faça diferente. Procure alternativas. Vença a rotina. Ou escuto os outros ou escuto o meu próprio coração. Tenho que optar.
Será que quero mesmo viver de pé? Só depois que o paralitico se levanta é que descobre o que significa viver de pé. Os problemas vêm depois. Nem diante de uma coisa tão grande como a cura o homem foi capaz de assumir a própria vida. Colocou a culpa em Jesus. Nem sabia quem era aquele que o curou. Pegou o leito e nem olhou pra Jesus. E isso nos acontece. Temos dons e nos apoderamos deles. Os dons viram fonte de poder para nós.
O homem preferiu a integração ao grupo do que a verdade. Preferimos a integração a um grupo a dizer quem somos. Temos medo de ficar sozinhos. Jesus ficou sozinho muitas vezes. O Reino é se colocar na presença de Deus que muitas vezes é silencioso.
Ver a insistência de Jesus. O conflito que o homem não sabe enfrentar Jesus enfrenta.
As rigidezes existem ainda em nós. O homem está feito para a vida. A glória de Deus é o ser humano vivente. Pedir a Jesus que ele nos ajude a deixar que o seu olhar transforme a nossa vida.
(Célia - Missionária Verbum Dei)
Jesus veio mostrar o rosto do Pai. Veio romper todos os esquemas. Quebra esquemas. Vai mudando a mentalidade, vai nos colocando em outra realidade. As leis no antigo testamento serviam para orientar o povo.
Do meio do povo pequeno e sem poderes que vai nascer o Salvador. A lógica de Deus é muito diferente da nossa. Que Deus nos ensine a quebrar a nossa lógica. Que seja Deus que nos programe a maneira dele. Que ele possa nos situar em outra mentalidade, na mentalidade do amor. O coração da lei em Jesus é o amor, o resumo de toda a lei.
JO 3, 16 – tanto amou deus o mundo que nos envia o seu filho.
O mundo somos nós. E como está o mundo? O mundo fora, não está diferente do mundo que levamos dentro. Para transformar o mundo precisamos deixar que Deus transforme nosso interior. Talvez não vejamos os frutos das nossas ações mas aqueles que vêm depois de nós verão. Jesus também não viu os frutos imediatamente, nós somos frutos da entrega de Jesus.
Para que todos tenhamos vida. O nosso mundo grita por vida. Quem mostra a diferença? Se estou fora dos padrões fico de fora. E Jesus me chama a ver a proposta do evangelho. A proposta do evangelho nos dá uma opção, nos faz poder escolher. Somos a esperança de Deus.
Se estamos aqui é porque queremos viver uma vida diferente, com sentido. Que não significa uma vida livre de sofrimento, de dificuldade.
Jesus nos revela o rosto de Deus que é amor, que é vida.
Gn1, 26
A trindade está sempre presente em nossa vida. O Pai é o que cria, o filho é o redentor, nos une a nossa origem, e o Espírito Santo cria a sintonia entre Pai e Filho. O pai entrega Jesus e Jesus revela o pai. O Espírito Santo é o amor que há entre eles. O Amor é o que unifica.
Senhor, ensina-nos a relacionar com você. Jesus vem nos ensinar a nos relacionar com o pai. O que Deus quer simplesmente é que nos deixemos amar por Ele. Muitas vezes fazemos coisas para Deus como uma troca. Estamos acostumados a isso. Deus não precisa de nós mas se faz necessitado de nós por saber que nós é que precisamos dele, para que fiquemos perto e possamos ser de verdade felizes.
Viver a felicidade como Jesus viveu, a felicidade é entrega. A vida de Jesus nos mostra que a maior felicidade é dar a vida.
Deus cria tudo bom. Nossa origem é o bem e o Amor. E por isso nos chama a colaborar com Ele na obra da criação. Somos criaturas colaboradoras de Deus. Mas não somos criadores! Tudo que temos foi Deus que nos deu. Tudo que o homem pode criar é porque Deus quis. Deus nos deu as capacidades. Todas as capacidades nos deu para que coloquemos a serviço do bem e da vida. Tudo que Deus nos dá é em função da vida.
Como batizados, como família Verbum Dei, Deus nos chama a colaborar. Estamos todos chamados a ser fecundos.
O que acontece então? Se tudo era bom? O que deu errado?
O mal, o pecado foi a decisão do ser humano de se tornar igual a Deus, de quebrar a relação com Deus. O ser humano desobedece a Deus e não assume a sua culpa, sempre busca culpados. O mal vem do ser humano não aceitar a condição de criatura e romper a relação com Deus.
Vemos tanta injustiça. O poder pode corromper a qualquer um. Estamos todos sujeitos. Se não temos Deus forte na vida, o poder nos corrompe. Aqueles que se agarram ao poder, o fazem por insegurança. Que Jesus nos ensine a nos agarrar nele.
O amor é o que muda tudo, o que dá sentido a vida.
Jesus se faz caminho de volta a nossa identidade perdida. Jesus assume a nossa humanidade sendo obediente.
Fl 2, 6-8
Mt - bem aventuranças
Qual é alógica do reino que Jesus vem instaurar. A porta de entrada para a relação com o Deus é a primeira bem aventurança. O pobre é aquele que vai buscar a força em Deus. O pobre sabe que por ele mesmo não pode. Sabe que Deus é a força.
Maria, uma camponesa, simples, pobre. E Deus rompe esquemas e a escolhe. Ela sabe que não pode, mas quem leva a obra até o fim é Deus. Que possamos entrar por esses caminhos.
Jesus foi um homem que em nenhum momento cortou a relação com o Pai. Por isso nunca pecou. Foi homem em tudo, menos no pecado. Jesus nos reconcilia com Deus. Nele o pai nos faz filhos e filhas de Deus. A paixão de Jesus é fruto do que foi sua vida. Jesus ficava do lado dos rejeitados, daqueles que não tinham voz. Era porta voz daqueles que eram deixados de fora.
Jesus era humano, assumiu a humanidade. É amigo, amigo de Lázaro e suas irmãs (Jo. 11) chora a morte do amigo. Jesus fala da vida, mas chora diante das nossas impotências. Deus está aí junto sofrendo. Jesus introduz uma amizade que transcende.
Eclo 6 – o amigo é um tesouro precioso.
Os verdadeiros amigos fazem com que seus amigos sejam amigos de Deus. Quando Jesus ressuscita Lázaro Jesus tinha uma intenção, mostrar que Deus é o Deus da vida. No meio de tantas vozes. Conosco mesmo acontece. Muitas vozes que tentam abafar as vozes de Deus.
Prestar atenção na minha intenção, que atitude tenho de fundo em tudo que faço?
Jesus não olha para o multidão. Ergue os olhos ao pai e ora. Olha para o pai para não se dispersar pela multidão.
A intenção de Jesus era conquistar o povo para Deus. Jesus mostra ao povo que nosso Deus é o Deus da vida.
Jo12, 1-8
Deus vai nos introduzindo nesse tempo de quaresma. Maria reconhece que Jesus é o rei. E muitos não entendiam o que ela fazia. Jesus olha além do que os outros vêem. Vê que Maria está ali demonstrando muito amor e gratidão, e que nesse gesto reconhece que Jesus é o Senhor. Os presentes não entendiam porque estavam em outra onda, não estavam em sintonia. Jesus vê o coração, não a aparência.
Em quantas pessoas colocamos etiqueta, julgamos e não vemos além, sem pensar nos porquês. Que possamos ver como Ele, ir além.
Jo 13, 1-17
Jesus se reúne com seus discípulos antes de morrer. Realiza com eles a primeira ceia. Lavar os pés era atividade dos serventes da casa, tirar a poeira dos que chegavam como um sinal de acolhida. Jesus se põe como servente. Ter parte com Jesus é partilhar da sua vida, é ser parte da mesma missão. Jesus nos chama a fazer parte com ele na sua mesma missão, dentro da realidade de cada um.
O reinado que Jesus vem inaugurar, essa nova relação de poder, incomoda a estrutura da época. O poder a serviço. Jesus quer transformar a realidade que oprime.
Amar não é fácil, amar dói. Implica a vida, complica a vida. E seguir Jesus é abraçar a causa da vida, é lutar pela justiça, anunciar a palavra que transforma. É entender que não estamos livres da cruz. Se queremos seguir a Jesus nos preparemos para prova!
Eclo 2 – o ouro para ser purificado precisava passar pelo fogo.
As cruzes fazem parte da nossa condição humana. Não é que Deus as coloca, faz parte de nossa condição. E Jesus pode nos ensinar a carregar essas cruzes, e ainda nos ajuda a carregá-las. O pior que pode nos acontecer é querer carregar a cruz sozinhos.
Mt. Vinda a mim e vos darei descanso
Viemos aqui buscar a paz. Poder reconhecer que a paz é Deus. Que é Deus que nos dá a força para levantar. Ter paz não significa não ter problemas, mas receber de Deus a força e o sustento. Ver que Deus vai atuando em situacaoes tão fores. Nos momentos difíceis nos sentimos impotentes. Que possamos perceber que é a fé que nos faz seguir em frente.
Que não deixemos passar as oportunidades que Deus nos dá, que possamos ser esse sinal de esperança na vida de muitos.
Rm 5, 1-5
Olhar para a cruz como sinal de esperança e vida. Para os judeus a cruz era sinal de maldição. E Jesus assume isso que era maldição e transforma em vida. Assume as maldiçoes da minha vida e transforma em vida. Jesus na cruz nos dá vida. A cruz não nos tira a vida. A cruz vivida em Jesus nos faz dar passos além. Pedir a graça de reconhecer que temos um grande Deus.
Contemplar a cruz e ver nela a minha vida. Nossa vida vale a vida de Deus. Que possamos viver com esse valor. Reconhecer o valor da minha vida e vivê-la. A felicidade de Jesus consiste em nos devolver a vida, nos resgatar a origem, a dignidade. Nos chama a fazer isso com aqueles que Ele nos coloca no caminho. Devolver-lhes a vida.
Gl 2, 20
Paulo enfrenta muitas dificuldades em sua missão. Deus nos convida a seguir por este mesmo caminho. Nos entregar com Ele e que possamos atrair a muitos. Que nossa vida possa apontar para Jesus que é a fonte do amor.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Oi! Deixe aqui sua partilha